Há quase 40 anos, em 1984, um grupo de trabalhadores rurais que protagonizavam a luta pela terra no Brasil realizaram o 1° Encontro Nacional na cidade de Cascavel, no Paraná. Dali, decidiram fundar um movimento camponês e popular que ficaria muito conhecido não apenas pelos brasileiros, mas também mundialmente: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST.

Desde então, aquele grupo de Sem Terra foi crescendo, se desenvolvendo e se qualificando, e se tornou um dos maiores movimentos sociais do mundo com suas mais de 400 mil famílias assentadas Brasil afora, carregando a bandeira da luta pela terra, pela reforma agrária e transformações sociais.

Neste sentido, para celebrar as quatro décadas de fundação do MST, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social, a Alba Movimentos e a Assembleia Internacional dos Povos se juntam ao Movimento Sem Terra para realizar a chamada de arte MST 40 anos.

A ideia é convocar artistas populares de todo o mundo neste processo místico e simbólico de festa para refletir coletivamente – por meio da arte – a história e os atuais desafios da luta pela terra e tudo o que a ela está ligado.

Para ajudar no processo criativo, sugerimos quatro possibilidades de eixos temáticos para serem trabalhados nos cartazes, que devem ser exclusivamente ilustrações originais. Serão selecionados 40 cartazes que serão impressos e participarão de uma exposição física; todos os outros também farão parte de uma exposição virtual. As ilustrações devem ser enviadas até 30 de outubro de 2023.

 

1. O MST e a solidariedade entre os povos 

A Solidariedade é um princípio e valor humano fundamental e cultivado permanentemente pelo MST. Desde seu surgimento, o Movimento sempre contou com um amplo processo de solidariedade. No MST, ela se manifesta de diferentes formas, como a solidariedade com a classe trabalhadora, com as lutas populares, com a organização coletiva, doação de alimentos, programas de alfabetização, formação política, assim como a dimensão internacionalista com as diversas brigadas espalhadas em diversos países do mundo, quando militantes do MST doam anos da sua vida e da sua militância para apoiar e trabalhar junto à luta de outros povos do mundo.

 

2. 40 anos de luta e resistência 

Atualmente, muito se celebra a produção de alimentos do MST em suas feiras e armazéns em todo o país. Mas uma dimensão que não se pode perder de vista é que tudo isso é resultado de um processo fundamental: a luta pela terra e a ocupação de latifúndios. Toda e qualquer fruta, legume, verdura, grãos ou laticínios produzidos pelos Sem Terra tem como componente essencial a luta pela terra que o possibilitou a produzir. A luta é a única forma de avançar nas conquistas e direitos da classe trabalhadora, e sem ela não é possível realizar as transformações sociais necessárias para um mundo mais justo.

 

3. A gente cultiva a terra e ela cultiva a gente 

Uma das principais contribuições do MST para a sociedade brasileira é cumprir com o compromisso em produzir alimentos saudáveis para o povo brasileiro. Fruto da organização de cooperativas, associações e agroindústrias nos assentamentos, o Movimento procura desenvolver a cooperação agrícola como um ato concreto de ajuda mútua que fortaleça a solidariedade e potencialize as condições de produção das famílias assentadas, e que também melhorem a renda e as condições do trabalho no campo.

 

4. 40 anos libertando a terra e o camponês 

Educação é uma das áreas prioritárias de atuação do MST, que desde a sua origem desenvolveu processos educativos e incluiu como prioridade a luta pela universalização do direito à escola pública de qualidade social, da infância à universidade. Nesse sentido, o MST busca construir coletivamente um conjunto de práticas educativas na direção de um projeto social emancipatório, protagonizado pelos trabalhadores e trabalhadoras.

 

Como participar?

Tamanho: A3 (Vertical/Retrato); .jpg (300dpi)
Data limite: 30/11
Formulário de inscrição: https://bit.ly/43UJcOX